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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Pote art déco «Sião» - Vista Alegre




Pote art déco de porcelana moldada, com tampa. Decoração monocroma aerografada a vermelho coral e com aplicação de aros de prata envolvendo bocal e base, assim como tampa. Esta última perolada. No fundo da base, marcada com carimbo preto LI entrelaçados, e carimbo verde V.A. Portugal - Marca nº 29 (1922-1947). Prata com contraste Águia de Lisboa (1938 – 1985) e marca de ourives “Leitão & Irmão”
Data: c. 1940
Dimensões: alt: 25 cm.


Trata-se do modelo conhecido por «Sião» que, cruzando as datações da peça cerâmica (1922-1947) e do contraste da prata (1938-1985), foi realizada entre 1938 e 1947.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Jarra Fernand Lacaf




Jarra abstracta, de forma orgânica, com duas asas, de cerâmica a verde esponjado, com pé de prata. Na base, pintado à mão, “Fait à Paris pour Leitão & Irmão” e assinada LAcAF.
Data: c. 1954.
Dimensões: Alt.. 33 cm x larg. máx. c. 33 cm

Comprada num leilão em Lisboa, a peça que hoje damos a conhecer, foge um pouco ao
conjunto das nossas colecções. Mas, por exactamente possuirmos um núcleo coerente de
peças Aleluia – Aveiro da década de 1950, de cuja espantosa modernidade haveremos de
dar notícia, tornou-se interessante adquiri-la porque criada expressamente para Portugal.
Trata-se de uma encomenda da ourivesaria Leitão & Irmão, em Lisboa, ao ceramista francês Fernand Lacaf (1920 - 1991) que trabalhava com a sua mulher Françoise Delacourt-Lacaf (1924 -) colaboradora na decoração das peças. O acabamento final, de um granítico esponjado
esverdeado, que a peça apresenta, a ela se deverá.
A ourivesaria, habituada a encomendar peças de prestígio a autores conhecidos, escolheu Lacaf, artista de relevo, representado em vários museus internacionais que às artes decorativas se dedicam, caso do Musée des Arts Décoratifs de Paris. A ourivesaria se encarregaria de lhe concluir a base com uma cintura de prata que lhe garantisse estabilidade e proporção, embora estilisticamente conservadora.
A jarra remete para uma dimensão escultórica que se pode aproximar das obras de Naum Gabo ou mesmo de Moore.
Esta encomenda, acertada à época, reflecte a existência de uma elite nacional, consumidora de objectos de luxo, ao gosto internacional do seu tempo.
Uma encomenda desta qualidade dá sentido à produção nacional das fábricas que, a partir do impulso modernizador da SECLA, vão introduzir uma nova dinâmica e um novo gosto estético na produção cerâmica nacional, com destaque para a já referida Aleluia-Aveiro, mas também Sacavém.