Mostrar mensagens com a etiqueta Nenúfar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nenúfar. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de setembro de 2012

Friso de Azulejos Arte Nova - Villeroy & Boch, Mettlach



Friso de azulejo de pó-de-pedra (?) relevado, com decoração de padronagem repetida, policroma, de flores de nenúfar branco e folhagem, a azul e verde, sobre fundo castanho-mel envolvido por faixa inferior verde e superior azul. No tardoz relevado, moldada, a marca «Villeroy & Boch Mosaikfabrik in Mettlach».
Data: c. 1910
Dimensões: 15 cm x 15 cm


Na sequência temática da peça anterior, mas de proveniência totalmente distinta, o fragmento de friso da alemã V & B (Mettlach) traz-nos a lembrança da frescura dos lagos alemães. Nenúfares, golfões, cisnes, e toda uma outra fauna lacustre associada são temas recorrentes neste tipo de frisos de azulejo germânicos.

O conjunto de três azulejos foi formado por peças adquiridas em circunstâncias distintas. Quando comprámos o primeiro exemplar, em 2005, numa feira de velharias na Gabrielle-Tergit-Promenade, perto da Potsdamer Platz, em Berlim, perguntámos à vendedora se tinha mais algum igual. Não tinha ali, mas telefonou para o marido que estava a fazer a feira de velharias mais conhecida da cidade, junto ao Tiergarten, na continuação da Strasse 17 Juni, no lado oposto da linha férrea. Uma feira que frequentávamos com alguma regularidade. Pedimos que o reservasse e lá partimos nós para o extremo contrário do imenso jardim. Um par dava outra leitura. Dois anos depois encontramos o terceiro à venda no eBay. Então sim, o sentido da composição ganhou maior consistência.

Anos mais tarde, numa visita a Roma, viemos a encontrar estes azulejos, na Villa Torlonia, na Casina delle Civette, reformulada em 1908, onde haviam sido utilizados como revestimento de uma casa de banho (a fotografia que apresentamos não é da nossa autoria mas retirada da Wikipedia). Actualmente, existe apenas um fragmento musealizado.

sábado, 1 de setembro de 2012

Taça com patos e nenúfares da Aleluia - Aveiro



Grande taça de faiança moldada com decoração exterior de nenúfares e ondulação estilizada no bordo, preto, castanho e ocre, sobre fundo cinza. Interior decorado com 6 patos-reais, de asas abertas, sobre fundo preto junto ao bordo a branco, com pescoços esticados em direcção ao centro, com flor castanha e folhagem de nenúfar ocre sobre fundo cinza e ondulação estilizada a castanho e ocre. No fundo da base, pintado à mão a preto, Aleluia Aveiro, inscrito na pasta 87 e, também a preto, um traço e A pintados à mão. É com Nº 87.–.A que nos aparece identificado no Catálogo de loiças decorativas das Fábricas Aleluia. Aveiro, de inícios dos anos 40
Data: c. 1935 - 40
Dimensões: Ø 36 cm



Embora a estilização e a repetição gráfica dos ornatos e as cores planas insinuem uma modernidade outra, tal como o tinteiro apresentado em 17 de Agosto passado, também a decoração desta peça remete para um gosto curvilíneo ainda Arte Nova.

A taça apresenta afinidades evidentes com o jarrão das cegonhas publicado por MAFLS, que aqui reproduzimos acompanhado da imagem do catálogo. São peças claramente de uma mesma “série”, com representação de fauna e flora lacustres, certamente associadas à Ria de Aveiro. Os nenúfares são idênticos em ambas as peças.


Este gosto tardio Arte Nova está ainda muito presente em alguma produção das peças Aleluia-Aveiro dos anos 30. Aliás, não é caso único no país - já aqui falámos deste gosto tardio a propósito dos azulejos de Sacavém aplicados em edifícios de gramática art déco-modernista .

Se é sobretudo ao nível da decoração, ao nível das formas Arte Nova, há pelo menos uma, que não possuímos mas que aqui igualmente ilustramos retirada do citado catálogo, que remete para modelos do alemão Max Laeuger.