Este modelo 411 de jarra art déco, de grés, com relevos em forma de cabochão, em duas
dimensões distintas intercalados, já aqui foi apresentado numa outra variante
cromática e com aplicação de armação metálica em 29 de Março de 2013. Todavia,
e como então referimos, a sua leitura é, sem dúvida, muito diferente, não só
porque se esvanece a lembrança do vidro soprado que os cabochões sugeriam na
versão com armação metálica, como a própria cor, um verde-azulado forte
brilhante, com escorrências mate castanhas mosqueadas a partir do bocal, que,
em contacto com o esmalte brilhante adquire uma leitura de palhetas douradas, lhe
confere uma identidade muito distinta.
No fundo da base, aparentemente sem marca dada a espessura do esmalte, as
ténues incisões permitem-nos adivinhar que o que está impresso na pasta é, certamente,
«Denbac» e «411».
Dimensões: Alt. 22 cm
Data:
c.1925-30
É
por se tornarem objectos tão distintos consoante as cores ou variantes
decorativas que, enquanto colecionadores quase compulsivos (rimo-nos, mas é
assunto sério, garantimos-vos), gostamos de ter vários exemplares das mesmas
formas, sempre que possível. Com as consequências nefastas relativamente ao
espaço e aos gastos, claro. Mas não vale a pena contrariarmo-nos, até porque
nos divertimos na descoberta de cada pequena diferença…

Que pensariam o ceramista René Denert, que
fundou, em 1908, o atelier cerâmico em Vierzon, e o seu sócio, a partir de
1910, René Louis Balichon, cuja junção de
nomes gerou «Denbac» que baptizou a firma, como já escrevemos, ao saber que em
pleno século XXI haveria em Portugal uns fanáticos que na sua colecção de cerâmica
da primeira metade de Novecentos também decidiram incluir obras suas? E isto
apesar da produção dos modelos que foram concebendo ter continuado até 1952 (evitar
comprar modelos art nouveau se o
fundo da base for esmaltado, porque demasiado tardios – a coisa é menos grave
para os modelos art déco – mas daí
também o baixo custo da maioria das peças).
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