Par de bases de candeeiro de cerâmica moldada e relevada, de cor creme, em forma de balaústre com friso policromo com motivos populares regionais. Na base, carimbo azul Gilman & Ctª – Sacavém Portugal. Em relevo na pasta nº 380.
Data: c. 1930 - 40
Dimensões: alt. 13,5 cm
Apresentamos fotografia antiga, proveniente do acervo do Centro de Documentação do Museu de Cerâmica de Sacavém (MCS-CDMJA), cuja colaboração agradecemos, onde surge com a designação de «jarra para candeeiro com figuras regionais»,. A peça aparece referenciada sob o nº 380 nas tabelas de preços de faianças decorativas, 1945-1966. Na tabela de 1945, consta a designação de «jarra candeeiro, formato regional». Tal como acontecia com a fotografia do peixe do “Pintor Reis” anteriormente postada, também no verso desta aparece a nota: «Enquiry from: Cape Town». As questões que então levantámos mantêm-se.
O folclore é um dos elementos constitutivos da modernidade. Se vai ser fonte de inspiração para a geração do primeiro modernismo português (caso de Sousa Cardoso, Viana, Almada, …), em consonância com os demais movimentos artísticos europeus, graças às especificidades culturais e políticas do nosso país, eterniza-se até aos inícios da segunda metade do século XX.
O friso que
encontrámos na casa de António Ferro, com a sua estética art déco de raiz folclórica, está na génese de todo um gosto
estético que perdurou décadas na arte feita em Portugal, sobretudo nas chamadas
artes decorativas.
Segundo Rui Afonso
Santos, a primeira tentativa de introduzir vidros pintados com motivos
folclóricos feita pelos artistas plásticos Sarah Afonso, Ofélia e Bernardo
Marques, apresentados no II Salão de Outono organizado pela revista
Contemporânea, faz-se em 1926. Contudo, sem sucesso. Já os jarros e copos de
água desenhados e decorados por Jorge Barradas, a partir de 1929, para a CIP - Companhia Industrial Portuguesa, na Marinha
Grande, teve tanto êxito que, no ano seguinte o mesmo artista vai conceber uma
linha de jarras também com motivos do folclore nacional para decorar os quartos
do Palace Hotel do Estoril que então abria portas. Os consumidores
mantiveram-se fiéis a estes motivos e, ainda em 1941, Jorge Barradas desenhava
vidros com a mesma temática. Veja-se o copo «Algarve».
Em relação a Piló [Manuel Júlio Piló Santos (1905-1988)], cuja série de desenhos criados em 1935 darão origem a uma colecção de postais, decorarão vidros fabricados pela CIP e porcelanas da Vista Alegre e mesmo pratas, a ele haveremos um dia de dispensar maior atenção.
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