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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Boleira art déco com motivos vegetalistas monocromos - Lusitânia - Coimbra


Esta forma pela terceira vez marca presença aqui no blogue: a primeira, em 28 de Fevereiro de 2013, tinha outra decoração, e a segunda, em 27 Dezembro do ano seguinte, tinha a mesma decoração da que agora se mostra em versão monocromática a azul. O grafismo dos motivos vegetalistas estilizados apresenta, em nossa opinião, ressonâncias simplificadas do neo-rococó de Dagobert Peche, como então escrevemos.



A caixa (boleira) art déco de faiança moldada de hoje tem uma cor uniforme azul-pálido, mate, sobre a qual recebeu decoração estampilhagem aplicada a aerógrafo no mesmo tom de azul mais carregado, cor que realça igualmente, em esfumado, os pés e a pega. No fundo da base, carimbo azul Lusitânia – Coimbra.
Data: c. 1930-35
Dimensões: Comp. c. 22,2 cm x larg. c. 11,5 cm x alt. c. 16 cm


quarta-feira, 29 de abril de 2015

Jarra art déco com asas – Vista Alegre


Jarra art déco de porcelana moldada de bojo esférico achatado e colo alto e estreito com duas asas. Sobre a porcelana vidrada branca, em reserva junto ao bocal e em parte da decoração, foi aplicado, a aerógrafo, um fundo laranja-forte, que recebeu uma composição raiada a negro e cachos de flores estilizadas, formadas por círculos concêntricos que cingem a zona de estrangulamento pendendo sobre o bojo. Bocal com pinceladas irregulares, descendentes, a ouro, sobre branco. No fundo da base carimbo verde V.A. Portugal. Pintado à mão, a preto, «26» e inscrito na pasta, também à mão, 14-51 (?).
Data: c. 1930 - Marca nº 31 (1924-1947)
Dimensões: Alt. 12 cm x Ø 12 cm




Trata-se de um modelo da fábrica de porcelana da Vista Alegre, de 1921, próximo de formas estrangeiras ainda Arte Nova, com uma decoração de flores circulares concêntricas que remetem para os círculos órficos de Robert e Sónia Delaunay, de cores fortes e contrastantes, patente em pinturas como «A Portuguesa» ou «Mercado do Minho», e igualmente presentes em obras de Eduardo Viana e mesmo de Amadeo de Sousa-Cardoso.


Flores próximas desta tipologia, embora numa paleta cromática menos carregada, aparecem-nos em outras peças da Vista Alegre, caso da jarra ilustrada em 28 de Março de 2013, que como tivemos mais tarde oportunidade de referir encontram o seu referencial em obras de E. Margerie, editadas por P. Bastard (ver jarra postada em 20 Agosto do mesmo ano). Muito provavelmente estaremos, uma vez mais, perante uma decoração, se não importada, pelo menos inspirada em motivos internacionais, sobretudo franceses.

domingo, 22 de março de 2015

Prato de cozinha art déco flores estilizadas – Lusitânia-Lisboa


Prato de cozinha de faiança moldada, com decoração art déco no covo, de flores estilizadas e motivos geométricos, policroma, estampilhada e areografada. Aba aerografada a lilás, em esfumado na direcção do seu centro, e com motivo livre ziguezagueante a castanho mais próximo do bordo. No fundo da base, carimbo estampado verde em forma de escudo com cruz de Cristo, encimado por coroa, Lusitânia CFCL - Portugal
Data: c. 1930 - 40
Dimensões: Ø 34 cm x alt. 5 cm


Da unidade de Lisboa da Companhia das Fábricas de Cerâmica Lusitânia (C F C L) chega-nos uma das decorações art déco mais interessantes, em nossa opinião, aplicadas à faiança popular do estilo feita em Portugal. Embora a linha ziguezagueante que circunda a aba remeta ainda para um gosto popular oitocentista o que sobressai é a contemporaneidade do grafismo central.

A assimetria da composição, a geometrização das flores e os motivos geométricos e, sobretudo, o despojamento dos elementos ornamentais no vazio, agrada-nos particularmente.

Até agora, pelo menos, não encontrámos referência de fábrica estrangeira que utilizasse esta ornamentação. Motivos de bordados regionais podem ter sido a fonte de inspiração, mas também encontramos afinidades com certas serralharias, madeiras entalhadas ou mesmo baixos-relevos ornamentais (cerâmicos ou pétreos), aplicados em arquitecturas, francesas mas também americanas (por via francesa), como se ilustra (imagens retiradas da net no Pinterest).



domingo, 8 de março de 2015

Jarra art déco da linha Flambé “Lamas” da Rörstrand – Suécia


Faz algum tempo que não apresentamos nenhuma peça da linha «Flambé» da fábrica sueca Rörstrand, sobre cuja génese e técnica já nos debruçámos. Mais uma forma criada por Gunnar Nylund (1904-1997), desta vez com a decoração nº 2001 de O. Dahl (datas desconhecidas).

Jarra de grés moldado, de forma tendencialmente esférica achatada lateralmente, com pé e bocal salientes. Bojo com decoração aerografada em cremes e castanhos flamejados (flambé), com realces a ouro no contorno do desenho e circundando pé e bocal. Esta técnica dá à peça um aspecto metalizado como se fosse dinanderie. Tendo como pano de fundo montanhas, numa das faces, um par de camelídeos (lamas?) em pose estática (um pasta outro de pescoço erguido), na face oposta dois animais da mesma espécie em corrida. No fundo da base carimbo a ouro: FLAMBÉ RÖRSTAND, com ALP inscrito num quadrado e ladeado por MODELL NYLUND e sobrepujando LIDKÖPING SWEDEN DEKOR: O. DAHL; UNIK: 2001. Inscrio na pasta 3 estrelas, ALP e HANDDREJAD
Data: c. 1935-40
Dimensões: Alt. 15.5 cm x Ø 15 cm


Tema recorrente do Art Déco, o exotismo está mais uma vez presente nesta peça, quer na paisagem andina, quer nos motivos animalistas representados, uma espécie de camelídeo da América do Sul, muito provavelmente lamas (Lama glama), embora também possam ser outras espécies suas semelhantes caso das alpacas (Lama pacos), vicunhas (Vicugna vicugna) ou guanacos (Lama guanicoe).

A estilização de todos os elementos representados, reduzidos a uma expressão gráfica, que quase diríamos minimalista, dada a grande economia no traço, impossibilita uma identificação exacta da espécie.

Numa das faces, um par de animais pasta numa paisagem árida e montanhosa, apesar da expressão observante e alerta de um deles perante a eminência de um possível perigo que espreita. Na face oposta, talvez sequência da primeira, um par de animais em fuga, com um deles atento a uma ameaça não visível que os persegue. 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Prato de cozinha art déco com capuchinhas – Sacavém


Prato de cozinha de faiança moldada, formato circular com aba larga e lisa. Decoração central estampilhada e aerografada, policroma, sobre fundo branco vidrado, onde se destaca um bouquet naturalista de chagas em flor, a amarelo e rosa-velho, com respectiva folhagem verde, sobre um subtil esfumado cinza-azulado. Bordo com barra aerografada a cor-de-rosa que se esfuma em direcção ao centro. No fundo da base, carimbos verde Gilman & Ctª – Sacavém – Portugal, «V» e «947».
Data: c. 1930-35
Dimensões: Ø 34,4 cm x alt c. 5,5 cm


De acordo com a imagem que ilustramos do catálogo de desenhos da Fábrica de Loiça de Sacavém, existente no Centro de Documentação do respectivo Museu (MCS-CDMJA), a quem mais uma vez agradecemos, trata-se da decoração nº 947, para malgas e pratos de cozinha.

O sucesso alcançado por este tipo loiça utilitária com decoração a aerógrafo, levou a que fosse produzida num período longo de tempo. O caso mais flagrante terá sido o motivo de rosas abertas, já ilustrado, que perdurou durante cerca de 40 anos, em pratos e, sobretudo, em malgas (saladeiras). O motivo de capuchinhas foi retirado, como indica o «R» a azul escrito na folha do catálogo, mais cedo, embora em data desconhecida.


No caso de hoje, o motivo floral, representa uma planta originária da região andina da América do Sul, a capuchinha (Tropaeolum majus), também conhecida por chagas, flor-do-sangue, agrião-do-méxico, nastúrcio, nastúrio, nastruço do Perú. É uma planta muito decorativa, com flores que podem ser de cor amarela, laranja ou carmim (estas mais raras), e também comestível. Era muito utilizada como planta medicinal na região dos Andes. Na sua América natal é plurianual, e, curiosamente, na Europa, para onde veio trazida no século XVII pelos conquistadores espanhóis, aclimatou-se muito bem e tornou-se anual.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Prato de cozinha com motivo «Varina» - Sacavém


A peça de hoje surge a propósito da exposição «Varinas de Lisboa – Memórias da Cidade», que inaugura amanhã no Pavilhão Preto do Museu da Cidade (futuro Museu de Lisboa – Palácio Pimenta), onde para além de pintura, gravura, fotografia, escultura, etc., também poderão ver algumas cerâmicas e vidros cujo motivo decorativo ilustra este verdadeiro ícone lisboeta.

Trata-se de um prato de cozinha de faiança moldada, formato circular com aba larga e lisa. Decoração central com motivo de varina policroma, pintada à mão, sobre fundo branco. Bordo com barra aerografada a cor-de-laranja que se esfuma em direcção ao centro. No fundo da base, carimbos verde Gilman & Ctª – Sacavém – Portugal e 2 (?).
Data: c. 1935 - 45
Dimensões: Ø 37 cm x alt 6,3 cm


Particularidade interessante, o desenho fruste e popular da figura da varina de corpo inteiro que decora o fundo do prato da Fábrica de Loiça de Sacavém, uma mulher de trabalho, foi claramente picado de um desenho mais erudito que adorna prato da Vista Alegre, de cerca de 1930-35 e que aqui se apresenta. Neste caso a varina, elegante e requintada, desfila como quem se exibe numa passerelle. Ambos podem ser vistos na referida exposição.


sábado, 27 de dezembro de 2014

Boleira art déco com motivos vegetalistas bicromos - Lusitânia - Coimbra


Em 28 de Fevereiro de 2013 postámos uma caixa (boleira) art déco da unidade fabril de Coimbra da Fábrica Lusitânia do mesmo modelo que hoje apresentamos com outra decoração.
Sobre a cor uniforme esverdeado-pálido, mate, esta versão recebeu nas duas faces principais uma composição vegetalista estilizada, estampilhada e aerografada, a castanho e verde. Nas faces laterais e tampa outra composição de menor escala, igualmente vegetalista e com as mesmas cores. O bordo inferior da tampa é realçado frontalmente por ondeado a castanho. Tanto a pega como os pés são aerografados a verde. No fundo da base, carimbo verde Lusitânia FLCL – Coimbra – Portugal
Data: c. 1930-35
Dimensões: Comp. c. 22,2 cm x larg. c. 11,5 cm x alt. c. 16 cm



O grafismo dos motivos vegetalistas estilizados remete-nos para o eixo Áustria-Alemanha, com ressonâncias simplificadas do neo-rococó de Dagobert Peche (1887 – 1923) artista que muito vai influenciar a art déco germânica


domingo, 14 de dezembro de 2014

Caixa art déco aerografada modelo «Drossel» - Carstens Gräfenroda - Alemanha


Caixa de faiança moldada, de cor branca com decoração aerografada a castanho. Taça em forma de pirâmide invertida, de três lados ligeiramente convexos, cujo vértice assenta sobre pé circular saliente. Tampa triangular com pega de igual forma. No fundo da base, carimbo preto, em forma de escudo, com a inscrição «Carstens» e «C G» sobrepujado por «Gräfenroda». Carimbos igualmente a preto «Dec 24», «0» «6» e «34»
Data: 1931
Dimensões: Alt. 9 cm x larg 9,5 cm


Trata-se de uma caixa decorativa (zierdose), que tanto poderia ter a função de bomboneira como de açucareiro. Forma moderna bauhasiana em que a decoração estampilhada aerografada, muito linear, dá ritmo e profundidade às superfícies lisas.


No catálogo da firma Carstens Gräfenroda de Junho de 1931 aparece identificada como sendo o modelo «Drossel» e a decoração nº 24. Haveremos de postar mais algumas peças aí apresentadas.


domingo, 7 de dezembro de 2014

Ampara-livros art déco “Elefante” - Sacavém


Par de ampara-livros art déco, de faiança moldada, em forma de elefante emergindo da floresta e jorrando água pela tromba, vidrado a cor-de-laranja forte (uralite). Lateralmente no soco, inscrito na pasta, Gilbert Sc [Sculpcit]. No fundo da base carimbo oval «Made in Portugal» a castanho (?). Inscrito na pasta «SACAVEM» «HI 52», num deles acrescido de «X».
Data: c. 1930 - 35
Dimensões: Alt. 15,4 cm x comp. 10 cm x larg. 7 cm


O animal, um jovem, jovial e um tanto irónico elefante indiano, emerge parcialmente do meio da folhagem estilizada de uma selva pantanosa que se intui, claramente divertido com a água que faz jorrar da tromba.


Trata-se de mais um ampara-livros de temática animalística do escultor inglês Donald Gilbert (1901-1961) produzido, à semelhança das demais esculturas que temos vindo a apresentar deste artista, para a Fábrica de Loiça de Sacavém (FLS). Não conhecemos nenhum dos seus modelos feitos nesta fábrica a ser produzido no Reino Unido. 

O facto de ser sobrinho de Herbert Gilbert (1878 -1962), que entrara como sócio da FLS em 1921 e que foi “o grande impulsionador (…) nos anos 30 e nos difíceis anos da Segunda Guerra Mundial” (v. MAFLS), estará na origem destas encomendas de grande qualidade plástica.


A cor monocroma laranja vivo foi aplicada a aerógrafo. Haveremos de postar outras variantes cromáticas. Entretanto podem ver uma versão em castanho também em MAFLS.

Tanto pelo tema como pela gramática estilizada, este ampara-livros remete-nos, estamos em crer, para o exótico que a Exposição Colonial de Paris de 1931 reforçou nas representações art déco produzidas nessa década.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Base bolos Colditz AG – Alemanha

Voltamos hoje às bases de bolos com decorações a aerógrafo alemãs, pois a nossa colecção é abundante neste tipo de objectos e poucos temos aqui partilhado.


Placa circular de faiança moldada de rebordo ligeiramente levantado. Sobre a cor branca de base recebeu decoração policroma abstracta de motivos geométricos estampilhados e aerografados em esfumado. A composição é tripartida por segmentos de recta, formando ângulos, a amarelo, que enquadram um conjunto de círculos e cruzes de diferentes tamanhos, a rosa-avermelhado e azul. Rebordo a amarelo igualmente a esfumado. Assenta sobre anel. No fundo da base, carimbo preto 4748 (Decor).
Data: c. 1933
Dimensões: Ø 30 cm


O nome «Colditz» aparece associado a três fábricas da Saxónia. Uma, fundada em 1828, começou por se denominar Keramik Werke Strehla, G.m.b.H., passando a designar-se, em 1927, Steingutfabrik Colditz AG, Abteilung Strehla, na cidade de Strehla an der Elbe, junto ao rio do mesmo nome. As outras duas localizam-se na cidade de Colditz: a Thomsberger & Hermann Steingutfabrik AG, fundada em 1804, e a Steingutfabrik Colditz AG.

De todas mostraremos futuramente peças, mas iniciamos hoje com uma base para bolos da última. A Fábrica de Faiança Colditz AG foi fundada em 1907, e dirigida até 1935 por Otto Zehe. A fábrica foi expropriada em 1948 e foi-lhe dado novo destino. A ela haveremos de voltar com maior notícia.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Prato de suspensão art déco com chinês vendedor de peixe - K et G Lunéville - França



Prato de suspensão circular e lenticular de faiança moldada. Sobre a cor branca recebeu decoração policroma estampilhada e areografada estilizada ao gosto art déco. Um vendedor de peixe ou pescador oriental, de chapéu largo e vestes longas, em movimento para a direita, mas com a face, onde se destacam os bigodes descaídos, voltada no sentido oposto, transporta, em equilíbrio sobre os ombros, uma vara de onde pendem peixes. Braços ao longo do corpo segurando um grande peixe em cada mão. A vara, à qual estão atados os peixes, opõe-se à curva superior do prato, enquanto que os pés, calçados com tamancos encurvados, e parte inferior do vestuário, curvam para formar uma linha paralela ao bordo inferior. A composição é contida por moldura circular formada por filete e fita segmentados a preto e castanho-mel. Este prato é um exemplo raro em que a assinatura do artista Géo Condé (1891-1980), no caso o seu monograma «GC», se integra na decoração, como se um dos padrões geométricos tivesse fugido da decoração do traje. No fundo da base, carimbos a verde, «K e G / Lunéville / FRANCE» e algo ilegível. Inscrito na pasta, o que parece ser umas lunetas e «B».
Data: c. 1930
Diâm: 32,2 cm


A personagem resultará de uma interpretação livre de uma estampa do Extremo-Oriente. A composição gráfica da figura, minuciosamente elaborada, implicou a utilização de quatro estampilhas distintas. Apesar de limitada a quatro cores (azul, amarelo, castanho-mel e preto) parece ostentar uma policromia mais diversificada. Tal impressão visual resulta do recorte pormenorizado e também da justaposição repetida das cores.

Parte da presente descrição baseia-se no conteúdo que acompanhava a peça exposta na exposição que o Musée de L’École de Nancy dedicou a Geo Condé (1891-1980), de 18 de Novembro de 1992 a 28 de Fevereiro de 1993.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Prato de cozinha art déco com rosas abertas – Sacavém


Prato de cozinha de faiança moldada, de temática idêntica ao postado em 11 de Agosto passado, embora, este sim, com a decoração nº 1161 «para malgas e pratos de cosinha», em que apenas duas rosas abertas, e de outra variedade, se destacam sobre a folhagem, e cujo desenho, mais uma vez, se ilustra (reiteramos os nossos agradecimentos ao Museu de Cerâmica de Sacavém - Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso pela cedência da imagem). Mais frequente que o motivo anteriormente postado, quando posto em confronto com o das rosas a abrir perde em qualidade plástica e técnica, sendo a pintura a aerógrafo menos bem conseguida com as flores sem volume.
 
 
Para além da decoração, este prato é de dimensões um pouco mais reduzidas. No fundo da base, apresenta carimbos a verde Gilman & Ctª – Sacavém – Made in Portugal, R e 1161.
Data: c. 1930-35
Dimensões: Ø 32 cm x alt 5 cm

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Tabuleiro para marmelada - Sacavém



Peça de faiança moldada, rectangular, com decoração estampilhada e aerografada, para marmelada. Bordo e base aerografados a castanho em esfumado enquadrando, nas faces laterais principais, numa caligrafia art déco ao gosto dos anos 30, a palavra «Marmelada» estampilhada e aerografada a preto. No fundo da base, carimbo estampado verde «Gilman & Cta – Sacavém» e «Portugal». Carimbo preto «DP 4»
Data: c. 1935 - 50
Dimensões: Comp. 20 cm x larg. 14 cm x alt. 5 cm

 
Exemplar idêntico, com outra cor, pode ser visto em MAFLS, para além de mais informação adicional.
 
Esta peça, para o mesmo uso, aparece muitas vezes associada a publicidade de casas comerciais. Um exemplo pode ser consultado no catálogo da exposição 150 anos, 150 peças: Fábrica de Loiça de Sacavém, pág. 116-117, realizada no Museu de Cerâmica de Sacavém de Março a Novembro de 2006.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Tabuleiro art déco para aperitivos - Lunéville – França


Tabuleiro art déco para aperitivos (?) de faiança moldada, tri-compartimentado, com decoração estampilhada e aerografada, policroma. Motivo central de marinheiro ladeado por duas peixeiras. No fundo da base, carimbo estampado verde K & G – Lunéville - France.
Data: c. 1925
Dimensões: Comp. 29,5 cm x 16,5 cm


Mais uma peça de Géo Condé para a Fábrica Keller & Guérin, em Lunéville, na sua inconfundível linguagem estilizada que, de certa maneira, nos recorda alguns trabalhos de Almada Negreiros.
 
Exemplar idêntico integrou a exposição «Art Déco: la céramique de Lorraine, 1919-1939» realizada no Museu de la Faïence de Sarreguemines, de 21 Outubro 2011 a 29 Janeiro 2012.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Prato de cozinha art déco com rosas - Sacavém

 
Prato de cozinha de faiança moldada, formato circular com aba larga e lisa. Decoração central estampilhada e aerografada, policroma, sobre fundo branco vidrado, onde se destacam duas rosas cor-de-rosa quase abertas com as respectivas folhas verdes e três rosas em botão, tendencialmente naturalistas, sobre folhagem miúda, a cinzento-azulado, estilizada. Bordo com barra aerografada a cor-de-rosa que se esfuma em direcção ao centro. No fundo da base, carimbos verde Gilman & Ctª – Sacavém – Portugal, 3 (?) e –5 (?). Inscrito na pasta algo ilegível (Sacavém?).
Data: c. 1930-35
Dimensões: Ø 37 cm x alt 6,3 cm
 

A técnica da estampilha com pintura a aerógrafo, em esfumado, dá corpo e volume às flores e folhas, que sobressaem sobre o emaranhado da folhagem cinzenta, mais uniforme no tratamento cromático e que funciona como repoussoir.

Tratar-se-á de uma variante da decoração nº 1161 «para malgas e pratos de cosinha», que aqui se ilustra, e que apresenta flores mais abertas e sem botões (imagem gentilmente cedida pelo Museu de Cerâmica de Sacavém - Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso).
 

Este tipo de imagens aerografadas foi muito utilizado na Alemanha nas duas primeiras décadas do século XX, especialmente com motivos de frutos, que Sacavém também copia como teremos oportunidade de ilustrar. A França, com esta técnica, de uma maneira geral, mantinha-se fiel às composições figurativas estilizadas de gosto art déco, fossem elas vegetalistas, animalistas ou antropomórficas, habitualmente sem esfumados, que vinham, pelo menos, desde os inícios da década de 20. Todavia, cerca de 1930, por razões históricas e geográficas, algumas fábricas francesas, caso de Sarreguemines, cidade que havia sido a alemã Saargemünd, também apresenta alguma produção similar, embora menos consistente que as congéneres germânicas que haviam avançado por um experimentalismo de vanguarda revolucionando, a partir da segunda metade dos anos 20, as composições decorativas que tendem para a abstração e o geometrismo como temos várias vezes referido e ilustrado.