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domingo, 7 de dezembro de 2014

Ampara-livros art déco “Elefante” - Sacavém


Par de ampara-livros art déco, de faiança moldada, em forma de elefante emergindo da floresta e jorrando água pela tromba, vidrado a cor-de-laranja forte (uralite). Lateralmente no soco, inscrito na pasta, Gilbert Sc [Sculpcit]. No fundo da base carimbo oval «Made in Portugal» a castanho (?). Inscrito na pasta «SACAVEM» «HI 52», num deles acrescido de «X».
Data: c. 1930 - 35
Dimensões: Alt. 15,4 cm x comp. 10 cm x larg. 7 cm


O animal, um jovem, jovial e um tanto irónico elefante indiano, emerge parcialmente do meio da folhagem estilizada de uma selva pantanosa que se intui, claramente divertido com a água que faz jorrar da tromba.


Trata-se de mais um ampara-livros de temática animalística do escultor inglês Donald Gilbert (1901-1961) produzido, à semelhança das demais esculturas que temos vindo a apresentar deste artista, para a Fábrica de Loiça de Sacavém (FLS). Não conhecemos nenhum dos seus modelos feitos nesta fábrica a ser produzido no Reino Unido. 

O facto de ser sobrinho de Herbert Gilbert (1878 -1962), que entrara como sócio da FLS em 1921 e que foi “o grande impulsionador (…) nos anos 30 e nos difíceis anos da Segunda Guerra Mundial” (v. MAFLS), estará na origem destas encomendas de grande qualidade plástica.


A cor monocroma laranja vivo foi aplicada a aerógrafo. Haveremos de postar outras variantes cromáticas. Entretanto podem ver uma versão em castanho também em MAFLS.

Tanto pelo tema como pela gramática estilizada, este ampara-livros remete-nos, estamos em crer, para o exótico que a Exposição Colonial de Paris de 1931 reforçou nas representações art déco produzidas nessa década.


domingo, 30 de novembro de 2014

Bilheteira com cães de fo – Karlsruhe - Alemanha


Taça art déco de faiança moldada (barro vermelho), com vidrado craquelé. A parte superior, em forma de calote esférica, de base branca com bordo preto de manganês, é circundada, no interior, por lista azul-claro seguida de amarelo-pálido, ambas aguadas, ficando o covo a branco. As mesmas cores encontram-se na base que repousa sobre três animais com olhos e bocas vazados, lembrando cães de fo (símios ou criaturas míticas ou grotescas) no mesmo tom de azul mais carregado com apontamentos a preto de manganês e reservas da matéria base, o barro vermelho, sob vidrado. No fundo do pé, inciso na pasta, carimbo da fábrica Karlsruhe, com coroa, e carimbo preto «3220» [modelo] «Germany». Também inciso na pasta «23».
Data: 1932 
Dimensões: Larg. 28,5 cm x alt. 12 cm


Trata-se de uma bilheteira do escultor e ceramista, Christian Heuser, nascido em 1897 em Aschaffenburg, produzida de 1932 a 1935.

Heuser estudou nas escolas de artes aplicadas de Partenkirchen e de Munique e na Academia de Artes Aplicadas desta cidade. Por volta de 1930 cooperou com a Manufactura de Cerâmica de Karlsruhe. Entre a sua diversificada produção destacam-se os trabalhos de cerâmica que fez para a principal estação de caminhos- de-ferro de Frankfurt am Main.


Tal como Matha Katzer ou Paul Speck, de quem já apresentámos peças, Heuser é bem um exemplo da tensão entre a teoria propugnada pela Bauhaus, em 1919, e os reajustamentos a que as necessidades da produção industrial obrigaram.
A produção em série de cerâmica utilitária da Bauhaus começou nesse mesmo ano com o ideal de um regresso ao artesanato. Tal como num atelier medieval, a arte era vista como extensão do engenho e resultado de uma união de esforços.
O atelier cerâmico da Bauhaus começou assim em Dornburg, com o objectivo declarado de um renascimento da antiga artesania. No entanto, em 1922, pôs-se em questão este desiderato e reconheceu-se que a indústria, com as novas técnicas poderia melhorar a produção e aumentar as vendas. A partir de então, e não esquecendo os seus princípios, vai reorientar-se no sentido de uma cooperação prática com a indústria.

Nicola Moufang, então director da Karlsruher (1921-1928) segue também neste sentido e, somente por questões económicas, vai promover a produção industrial de cerâmica utilitária. Tornava-se evidente que a criação artística teria que ser diferente da utilizada na olaria tradicional. Novos moldes adaptados a novas tecnologias tinham que ser concebidos indo ainda de encontro aos novos gostos estéticos tanto modernistas como art déco.


Os modelos criados vão receber uma publicidade adequada à época. Assim, nos folhetos promocionais da fábrica aparece um novo conceito: “Fröliche Sachlichkeit”, ou seja, “Objectividade feliz” sendo que objectividade era o novo design que se traduzia em formas práticas e sóbrias e na ulização de um número restrito de esmaltes. Feliz, pelo emprego de cores ténues.

O objectivo era, nas palavras dos publicitários, propor um “artesanato seminatural, sem naturalismos ultrapassados”. Como se vê, esta formulação mostra bem a tensão entre a tradição artesanal e a nova maneira simplificada de trabalhar.
A bilheteira que hoje apresentamos –“bilheteira com forma refinada”- na publicidade de então, é bem um exemplo do que anteriormente escrevemos.



sábado, 27 de setembro de 2014

Uma identificação resolvida


Graças à gentileza de CMP e de mais uma leitora (JO) do blogue, a quem expressamos os nossos agradecimentos, resolveu-se o mistério da fábrica das duas peças ilustradas: a jarra «chinês» e a caixa zoomófica postadas, respectivamente, a 3 de Dezembro de 2011e a 23 de Junho de 2012.

O carimbo da fábrica, porque pouco legível, foi inicialmente identificado como sendo «OAL – Alcobaça» e depois, por paralelo com outro idêntico, mais legível, que CMP nos fez entretanto chegar, como «AL ou LA- Algarve». Pelo menos a referência geográfica da localização ficava definida. Faltava, então, saber a sua designação e algo mais se possível.

Trata-se da marca Lastra - Faianças Decorativas do Algarve, Lda, localizada em Lagos. Dedicava-se ao fabrico de artigos de uso doméstico de faiança, porcelana e grés fino e terá encerrado, por falência, nos anos 90 do século XX.

Se alguém nos conseguir apurar a data de fundação, sempre poderíamos melhor balizar uma possível cronologia para as peças em questão. A jarra «chinês», craquélé de fortes referências Art Déco, é possível que esteja associado ao revivalismo que o estilo conheceu na década de 80, com fábricas mais antigas a reeditar modelos dos anos 30, caso de Sacavém, ou cópias de modelos estrangeiros, como a base de candeeiro da Cerâmica S. Bernardo – Alcobaça que postámos a 21 de Novembro de 2011.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Placa decorativa com veado Lusitânia – Coimbra


Placa decorativa de suspensão rectangular, art déco, de faiança moldada e relevada, vidrada a mate cor de marfim, craquelé, com representação de veado numa floresta. A cena é enquadrada por barras laterais lisas formando moldura. Dois furos laterais, com fio, permitem a sua suspensão. No fundo da base, carimbo estampado verde, pouco legível, Lusitânia - ELCL – Coimbra – Portugal]
Data: c. 1930 - 35
Dimensões: Comp. c. 32,5 cm x Larg. 25 cm
 

A peça remete para a ideia de um baixo-relevo pétreo com o bujardado do fundo a fazer ressaltar os elementos escultóricos. Mais um exemplo nacional de um tema particularmente grato ao Art Déco.
 
A imagem do cervídeo tende para uma representação naturalista, e vimos nela um desejo de figuração ancestral próximo do que encontramos em pinturas rupestres, embora o elemento vegetalista, estilizado e que tudo envolve, seja estranho a essas obras. A posição inclinada do corpo, metáfora de movimento, cortando na diagonal a cena, é idêntica às encontradas em Valltorta (Castellón) - Espanha, por exemplo, sobretudo quando observado de tardoz. As cenas de caça em que os animais são perseguidos reduzem-se nesta placa à visualização de um único elemento retirando-lhe um contexto preciso.


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Escultura art déco jovem mulher nua cavalgando antílope –Hutschenreuther - Alemanha

 
Grupo escultórico art déco de porcelana moldada de cor branca com realces a ouro, representando uma jovem mulher nua cavalgando antílope. Inscrito no plinto a assinatura do autor M. Herm. Fritz [Max Hermann Fritz]. No fundo da base, estampado a verde:«Hutschenreuther», «Selb Bavaria»; «Abteilung für Kunst», e a ouro, pintado à mão, o nº 55.
Data: 1927 (marca 1920-1938)
Dimensões: Alt. 25 cm x comp. c. 30 cm


Interrompendo um longo período em que não postámos peças decorativas escultóricas, apresentamos hoje mais um exemplar da nossa pequena colecção da fábrica de porcelanas Hutschenreuther. Trata-se de dois motivos recorrentes do Art Déco: o antílope em movimento, e a mulher nua enquanto símbolo de modernidade e de libertação do corpo feminino. Neste caso, a jovem mulher, de cabelo curto à moda de então, controla com segurança a força bruta do animal captado em pleno salto.


Embora naturalistas, há uma subtil simplificação das formas que contrasta com a abstração dos elementos vegetalistas que suportam o conjunto criado, em 1927, por Max Hermann Fritz. As arestas da vegetação, realçadas a ouro, acentuam os elementos abstractizantes, maioritariamente de linhas quebradas, enfatizando o movimento da corrida, numa indirecta filiação futurista.

Produzido até 1946, o modelo aparece referenciado com o nº 0609/1 na página 9 do catálogo da fábrica do primeiro ano da sua criação.


Max Hermann Daniel Fritz (1873-1948) foi aluno de Lorenz Hutschenreuther e escultor de raiz autodidacta com algum mérito. Concebeu também peças escultóricas para as manufacturas de porcelana de Fraureuth, Hutschenreuther e Rosenthal. Foi seu tema de eleição a animalística, em especial os ursos, por vezes complementada por figuras femininas, como é o caso, ou por putti que também surgem isolados.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Tigre com presa art déco - Sacavém



Quando em 10 de Setembro de 2012 postámos uma série de esculturas animalistas demos nota também sobre este modelo concebido pelo escultor inglês John R. Skeaping (1901-1980) e dos diversos animais, desenhados em 1926, que propôs à fábrica de Wedgwood, cuja imagem do catálogo aqui apresentamos. A figura de cerâmica era originalmente complementada por soco de madeira, característica, aliás, comum a outras peças do período art déco, casos de jarras, caixas, etc, que assim ganhavam maior destaque ou outra dignidade. Tais bases suplementares tanto podiam ser de desenho contemporâneo, de linhas rectílineas, como é o caso, como ser peanhas chinesas.


Trata-se de um tigre com presa, escultura do bestiário de Skeaping, (intitulada «Tiger and buck») produzida pela Fábrica de Loiça de Sacavém. Peça de faiança moldada, ao gosto art déco, esmaltada a cor marfim amarelado, craquelé. O animal, em movimento sobre um soco paralelepipédico, arrasta com a boca a carcaça de um bode. No fundo da base, carimbo azul, «Gilman & Ctª – Sacavém» sobrepujando «Made in Portugal». Inscrito na pasta 52C.
Data: c. 1930-35
Dimensões: Comp. 34,3 cm x 9,4 cm


sábado, 19 de outubro de 2013

Pinguim art déco da Electro Cerâmica – Vila Nova de Gaia

Depois dos dois exemplares de pinguins que no post anterior ilustraram a produção de duas das principais indústrias cerâmicas portuguesas, a Fábrica de Loiça de Sacavém sobretudo para a faiança e a Vista Alegre para a porcelana, hoje trazemos um exemplar da simpática ave de outra conhecida fábrica nacional.
 

Trata-se de uma pequena escultura de porcelana moldada representando um pinguim, dentro de uma certa estilização art déco que privilegiou o arredondamento de formas como já acontecia com o de Sacavém. Sobre o vidrado branco-base, que ficou em reserva no ventre e interior das asas assim como nos olhos (estes complementados com pupilas igualmente a preto), recebeu pintura a preto que uniformemente cobre dorso, cabeça, incluindo o bico, e patas. No peito recebeu um toque ténue de amarelo. No fundo da base carimbo verde com EC sobrepostos. Inscrito na pasta, à mão, 524 (?).
Data: c. 1930-35
Dimensões: Alt. c. 10 cm


Pelo carimbo estamos em crer que se trata de uma criação da unidade da Electro-Cerâmica de Vila Nova de Gaia, e daí o datarmos na década de 1930.

domingo, 13 de outubro de 2013

Pinguim art déco - Sacavém

Hoje aproveitamos para dar notícia da constituição oficial da Associação dos Amigos da Loiça de Sacavém (AALS), registada, no dia 17 de Abril de 2013, na Conservatória do Registo Comercial de Lisboa, cuja formalização se arrastava desde 2007, por motivos burocráticos que não cumpre aqui esmiuçar. Foi também neste sentido divulgador que se reuniram ontem, pelas 15 horas, no auditório do Museu de Cerâmica de Sacavém, alguns dos elementos fundadores e outros apreciadores e curiosos da produção cerâmica da fábrica. Esperamos uma longa e frutuosa vida à novel associação que homenageamos hoje em fato de cerimónia.


Escultura art déco de faiança moldada em forma de pinguim estilizado, de cor branca com apontamentos a preto na cabeça, asas e patas aplicados sobre o vidrado. No fundo da base, carimbo verde Gilman & Ctª – Sacavém e Made in Portugal. Pintado à mão, a preto, 1 ou L.
Data: c. 1930-40
Dimensões: Alt. 18,3 cm


Mais ou menos estilizada, a escultura animalística integrou durante o período art déco o repertório de grande parte das fábricas de cerâmica tanto nacionais como estrangeiras. Sacavém e Vista Alegre talvez tenham sido das que maior variedade de modelos apresentaram entre nós, embora esse estudo esteja por fazer. Ambas as fábricas produziram modelos, se não na totalidade, pelo menos na sua grande maioria, importados, numa gramática liberta de cânones naturalistas. Uns mais cubizantes, outros mais caricaturais e humorísticos e próximos do universo da banda desenhada, dentro do espírito da época. 


No exemplo que ilustramos, a figura de pinguim apresenta uma interessante depuração da forma, moldada em arestas suavemente arredondadas, e na aplicação da cor preta, que nas representações deste tipo de ave normalmente cobre todo o dorso. Neste exemplar, dorso e asas são estilizados intencionalmente ao ponto de se assemelharem a uma capa sobre os ombros da figura, correspondendo o preto ao forro interior. Nas patas, a mesma cor sugere um pinguim calçado e de polainas. 


Veja-se o exemplar da mesma espécie editado pela Vista Alegre, marca nº 31 (1924-1947), que retirámos do sítio «Avaluart» com o qual apresenta algumas afinidades. Embora também estilizado, a aplicação do preto deu-lhe um toque mais naturalista.

Anos mais tarde, sobretudo na década de 1960, vai-se difundir uma variante de fraque e cartola que aterrou em quase todos os frigoríficos deste país.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ainda a propósito da escultura de corça art déco da Aleluia-Aveiro


A figurinha de jovem corça art déco que publicámos em 11 de Março de 2012, modelo nº 129 A da Aleluia-Aveiro, e que agora retomamos, revelou-se ser uma criação de 1925 do escultor alemão Fritz von Graevenitz (1892 – 1959) editada pela fábrica Rosenthal. É mais uma prova da importante influência que a produção cerâmica alemã teve em Portugal.


Graevenitz terá trabalhado para a Rosenthal de 1924 a 1934 para cujo departamento de arte, em Selb, concebeu dezassete esculturas de animais, entre as quais se conta o modelo nº 806, com cerca de 9,5 cm de altura, que hoje apresentamos, ligeiramente maior que o exemplar português. 


Em todas as variantes cromáticas aqui ilustradas, retiradas do eBay alemão e americano, o pedestal tem incisas as iniciais do artista: «F. G». A Rosenthal continuou a produzir o modelo muito depois da data da sua criação, coincidindo com a edição no nosso país onde terá sido fabricada até à década de 50 do século passado.


sábado, 6 de julho de 2013

«Figura Leopardo» art déco branco (reedição) – Sacavém


Mais uma escultura de animal reeditada em início da década de 80 do século XX de um original de estética art déco produzido nos anos 30 pela Fábrica de Loiça de Sacavém. Trata-se de uma escultura representando um tigre sobre um rochedo, em atitude de caça. O vidrado mate de cor branca não cobre o fundo da base que não apresenta qualquer marca. Tratar-se-á, também, de uma peça feita em pasta de loiça sanitária.
Data: c. 1930 (reedição de c. 1980)
Dimensões: Alt. c. 17m x comp. c. 36 cm x larg. c. 10cm


Tal como já MAFLS havia referido, embora tratando-se anatomicamente de um tigre, a escultura surge identificada como «Figura Leopardo». Segundo este investigador, aparece, e confirmámos, na tabela de «Loiças decorativas em faiança: nova tabela de preços», de 1945, com o nº 184, uma «Figura Leopardo» e, com o nº 185, uma «Figura Leopardo c/ base de madeira».


 
Todavia, nas tabelas de preços de faianças decorativas de 1945 e 1951 aparece também uma «Figura Leopardo» identificado sob o nº 325, numeração que acompanha a descrição da fotografia com o tigre, datável de 1945 que aqui apresentamos. Tudo isto é consultável no fundo documental do Museu de Cerâmica de Sacavém - Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso (MCS-CDMJA), cuja cedências das imagens e informações mais uma vez agradecemos. Possivelmente a «Figura Leopardo» com os números 184 e 185 dirá respeito à pantera (leopardo) que apresentámos, em duas versões, a 3 e 8 de Setembro de 2012.



Todas as reedições desse período que possuímos foram adquiridas na loja da FLS na Avenida da Liberdade. Inaugurada na década de 30, as fotografias, de 1936, (Kurt Pinto, Técnico Fotográfico R. da Emenda, 5, 1º Lisboa - indica o carimbo no verso) relembram-nos que, com a sua demolição, se perdeu uma intervenção arquitectónica de qualidade, tanto ao nível da fachada, de mármores cinzentos e lambrilhas cor-de-fogo de que haveremos dar notícia, como do interior, decoração incluída. Tudo dentro de uma gramática art déco modernista de grande elegância.
 

Já agora aproveitamos para informar que possuímos em duplicado o macaco anteriormente postado e o tigre de hoje. Caso haja algum dos nossos seguidores e/ou colecionadores interessados em trocar por alguma peça que nos possa interessar, contactem-nos se faz favor.

domingo, 30 de junho de 2013

Macaco art déco branco (reedição), de Gilbert – Sacavém



Exemplo de reedição, em inícios da década de 1980, do modelo de macaco anteriormente apresentado que Donald Gilbert criou nos anos 30 do século passado, e que mede c. 22 cm de altura.A Fábrica de Loiça de Sacavém atravessava então um grave período de crise que levaria ao seu encerramento poucos anos depois. Era à data seu proprietário e administrador Clive Gilbert.


Veja-se outros exemplos com outras cores em MAFLS (aqui e aqui) e no catálogo da exposição realizada no Museu de Cerâmica de Sacavém, de Março a Novembro de 2006, 150 anos, 150 peças: Fábrica de Loiça de Sacavém. Loures: Câmara Municipal Loures, 2006, pág. 250-251. Neste último é referido que o material utilizado foi pasta de loiça sanitária e não a faiança com vidrado transparente brilhante tradicionalmente utilizada nos exemplares mais antigos.

O vidrado mate, no caso de cor branca, não cobre o fundo da base que não apresenta qualquer marca como é geralmente habitual nestas reedições que reproduziram todo um bestiário art déco produzido por Sacavém. E, tal como já tivemos oportunidade de referir a propósito de outros animais, apresentam tamanhos mais pequenos.