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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Escultura “Carpa” - Aleluia - Aveiro



Peça de faiança moldada, em forma de peixe (carpa) saltando das águas que lhe servem de pé, de cor creme com aguadas a castanho e azul, cores que acentuam as áreas relevadas. No fundo da base, pintado à mão, a azul, «885» «Aleluia».
Data: c. 1945 - 55 [ver comentário de CMP]
Dimensões: Alt. 15,5cm x Comp. 14 cm x larg. 9,5 cm



Forma claramente inspirada nas célebres «carpas de Tóquio», motivo frequente em muitos dos tecidos, gravuras, bronzes, cerâmicas japoneses que começaram a chegar à Europa a partir do último quartel do século XIX.


O tema das carpas, na sua agitação frenética, saltando e nadando contra a corrente, agradou a muitos artistas ocidentais. O japonismo de então, que tanto influenciou a Arte Nova europeia e de que a «Maison Bing» foi a grande divulgadora, vai prolongar-se no tempo, adaptando-se a novas estéticas.

Mostramos alguns exemplos desta permanência e evolução, da Arte Nova da jarra de vidro de François-Eugène Rousseau, passando pela cerâmica de Alfred Renoleau ou, a já ao gosto art déco, de E. Gazan e, finalmente, esta versão barroquizante da Aleluia-Aveiro.




domingo, 29 de março de 2015

Jarra dupla em 8 – Aleluia-Aveiro


Jarra dupla, de faiança moldada, contracurvada em forma de 8, estreitando em direcção à base. Sobre os vidrados a azul e amarelo pálidos, com lustre, que acentuam a divisão da peça em duas partes, recebeu nas superfícies exteriores um grafismo (estampilhado manualmente?) a preto de caules filiformes, aparentemente paralelos, com folhas lanceoladas, estilizadas, cujos limbos são tracejados a castanho na cor amarela e a branco na cor azul. As superfícies dobram para o interior mantendo as mesmas cores sem decoração. Na parte central, sobrelevada, uma abertura oblonga, cujo interior foi destacado a cor-de-laranja. Rebordo do bocal duplo a branco. No fundo da base, carimbo castanho «Aleluia Aveiro» com um «Il» pintado à mão, a preto, sobrepujando carimbo da mesma cor «Fabricado Portugal» inscrito num rectângulo, e, à mão, a preto, 750-A.
Data: c. 1955
Dimensões: alt. 14 cm x larg. 14,5 cm x 5,5 cm


Mais uma vez a numeração, «750», indica-nos o modelo e o «A» corresponde à decoração, a primeira de toda uma série, correspondendo o «II» ao pintor.

A forma, que se aproxima da de um cesto duplo com a alça furada para poder ser pendurado, apresenta um movimento da torção muito expressivo. Porém, o dinamismo da forma parece ser contrariado pela rigidez um tanto formal dos elementos decorativos vegetalistas graficamente estilizados que, paradoxalmente, cumprem um ritmo óptico de escola. De facto, a depuração gráfica do desenho não podia ser mais anos 50 seguindo as tendências internacionais de então.



A paleta cromática suave, nos seus tons pastel nacarados, é dramaticamente contrariada pela abertura oblonga realçada a laranja forte, a cor mais característica, em nossa opinião, da produção moderna freeforms, da Fábrica Aleluia-Aveiro do período. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Jarra com cisnes – Aleluia-Aveiro


Jarra de faiança moldada de forma ovoide com decoração estilizada, tricolor, a creme, amarelo-torrado e preto, estampilhada com apontamentos à mão. Um conjunto, que se repete duas vezes num contínuo que envolve o bojo, de três cisnes brancos (cremes com apontamentos a castanho nas penas e bico), voa sobre mar estilizado às listas e nuvens pretas que se recortam num céu amarelo-torrado. No fundo da base, carimbo preto Aleluia-Aveiro, sobrepujando «Fabricado Portugal» inscrito num rectângulo e «E» (?) pintado à mão a preto. Carimbos a preto «Made in Portugal» e «Hand Painted». Pintado à mão, a preto, «17-I»
Data: c. 1935 - 45
Dimensões: Alt. 18 cm


Nesta composição, os cisnes voam num céu dourado de um entardecer ou de um alvorecer pejado de nuvens pesadas. Partem ou regressam ao local onde pernoitam em bando, por oposição à solidão do par de cisnes presente na jarra da Royal Copenhagen anteriormente postada, mas cuja filiação não deixa de ser evidente.


Não há qualquer simbolismo associado a esta composição graficamente estilizada, antes uma mera composição decorativa, de cores planas, apesar dos apontamentos das penas, que se integra numa estética Art Déco comum na produção da fábrica Aleluia-Aveiro. A jarra figura ilustrada na terceira página do Catálogo de loiças decorativas dos anos 40, que se reproduz, como sendo o modelo nº 17-I.


O cisne não faz parte da fauna lacustre associada à Ria de Aveiro. Em países do sul é utilizado como ave ornamental, dando exotismo e sofisticação a lagos de jardins em contexto urbano.

Outrora abundantes nos lagos de jardins lisboetas, os cisnes foram hoje infelizmente substituídos por patos-mudos de capoeira em quase todo o lado.

Ainda nos lembramos com saudade das diferentes espécies de cisnes brancos do hemisfério norte que, coabitando com cisnes negros australianos e cisnes de pescoço preto sul-americanos traziam refinamento aos jardins da Lisboa provinciana de então, da Avenida da Liberdade ao Campo Grande, da Estrela ao Campo Mártires da Pátria... Veículos de variedade e encantamento maravilhavam crianças e adultos. Pena que a agressividade da vida urbana seja argumento para o seu desaparecimento. É triste ver os abrigos preparados para essas aves ora ocupados pelos seus parentes menos nobres ora vazios. Como contar a estória do Patinho Feio e fazê-la compreender a uma criança que nunca viu um cisne a nadar majestosamente num lago?

sábado, 3 de janeiro de 2015

Taça-bilheteira anos 50 - Aleluia - Aveiro


Taça-bilheira trípode de faiança moldada, de forma irregular dentro das freeforms, tendencialmente triangular de cantos arredondados. Os pés são piramidais, de secção triangular, com uma das arestas boleadas. De cor preto-mate, recebeu decoração estampilhada na parte interior num tom de rosa-velho, ficando em reserva, a preto, uma sequência de linhas curvas, concêntricas, em cerca de metade da superfície. No lado oposto, as linhas curvas paralelas e transversais às primeiras foram pintadas à mão a laranja-forte. No fundo da base, carimbo branco Aleluia-Aveiro e Fabricado em Portugal inscrito num rectângulo. Pintado à mão, à ouro, «x-635–c».
Data: c. 1955
Dimensões: Comp. 24,5 cm x larg. 14 cm x alt. 6 cm



A sinuosidade da forma da taça, uma bilheteira, é reforçada pelo movimento do grafismo óptico das linhas fortemente contrastantes a preto e laranja. Trata-se do modelo 635 e da decoração c, ou seja, a terceira da série.


Quanto a nós remete para uma interpretação estilizada de certos modelos de cadeiras pré-colombianas, como por exemplo as da cultura taina, tribos de povos que habitavam as Antilhas aquando da chegada dos europeus. Quanto à decoração, evoca ancestrais grafismos lineares de raiz pré-histórica.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Caixa com caracol nº 27-G – Aleluia – Aveiro


Mais um exemplar da caixa art déco modelo nº 27 com tampa com pega em forma de caracol, desta vez com a decoração «G», tal como aparece identificado no Catálogo de loiças decorativas das Fábricas Aleluia. Aveiro.



Como no exemplar anteriormente postado, o caracol-pega pousa sobre círculo preto. Na decoração estampilhada a castanhos, aguada de cinzento e preto sobre o fundo creme com apontamento à mão, sobressai o friso que cinge a parte superior do bojo, seccionado por oito rectângulos separados por tracejado a preto. Quatro deles, de fundo aguado a cinzento, ostentam graficamente reproduzido o caracol tridimensional da pega, que intercalam com os restantes quatro, de fundo preto, decorados por quartos de flor com pétalas em tons de castanho e folhas, estilizados ao gosto art deco.
No fundo da base, pintado a preto, à mão, «Aleluia Aveiro» e «G».
Data: c. 1935 - 45
Dimensões: alt. 6 cm x larg.10 cm



domingo, 16 de novembro de 2014

Caixa com caracol nº 27-J – variante 2 - Aleluia - Aveiro


Caixa art déco de faiança moldada, redonda e achatada, com decoração manual estampilhada pintada à mão em tons de castanho e preto sobre fundo creme. A tampa tem pega em forma de caracol que pousa sobre círculo preto. Na parte superior do bojo, três grelhas intercalam com igual número de composições vegetalistas com flores estilizadas em espiral. A parte inferior do bojo, sem decoração, é apenas enquadrada por faixa franjada, na transição com a parte superior, e filete preto junto ao pé. No fundo da base, carimbo preto «Aleluia Aveiro» sobrepujando «Fabricado Portugal» inscrito num rectângulo. Pintado à mão, a preto, 27 – J.
Data: c. 1935 - 45
Dimensões: alt. 7 cm x larg.10 cm


Do modelo nº 27 mostrámos anteriormente uma versão com decoração a verde cuja letra correspondente não pudemos apurar, dada a página do Catálogo de loiças decorativas das Fábricas Aleluia. Aveiro, que temos digitalizado, estar truncada. Como a peça também não o menciona, só mesmo um auxílio dos leitores nos poderá fornecer esta referência. A peça de hoje não só ostenta todas as indicações como aparece devidamente identificada no referido catálogo como sendo a nº 27 – J (modelo e decoração) mal-grado a fotografia da mesma estar cortada…

Pelo contexto decorativo desta caixa, assim como de outras que haveremos de ilustrar, depreende-se, desfazendo a dúvida anteriormente levantada, que o caracol da pega pretende representar uma espécie de gastrópode terrestre, apesar da casca nada ter de realista, com o espiralado em simetria, como então referimos. Alertamos para a decoração da tampa deste exemplar, porque ou não lhe pertencia ou então estaremos perante uma variante (propositada ou fruto de acaso?) talvez mais tardia (precisamos saber em que data se começa a utilizar o carimbo que ostenta). Para mais, é um pouco mais alta, porque o caracol é maior, que as restantes variantes que possuímos. Voltaremos a este assunto.


A decoração da parte superior do contentor é particularmente interessante, dado manter uma tradição que aparece recorrentemente no azulejo setecentista, sobretudo a partir de c. 1740: a representação em trompe l’oeil de grades metálicas que, neste caso, dão uma leitura visualmente tripartida à peça. Grades de um jardim imaginário, entre elas observamos pares de flores graficamente estilizados dentro da gramática art déco.

domingo, 2 de novembro de 2014

Caixa verde com caracol - Aleluia - Aveiro


Caixa de faiança moldada, redonda e achatada, com decoração estampilhada, pintada à mão, em tons de verdes secos sobre fundo branco. A tampa, com pintura de círculos concêntricos em cambiantes de verde-claro intercalando com branco, que se repetem na parte inferior da caixa, tem pega em forma de caracol sobre círculo verde mais escuro. O bojo é cintado por um friso com uma composição estilizada de búzios que intercalam com algas e bolhas de ar. No fundo da base, pintado à mão, a verde, Aleluia Aveiro e, inscrito na pasta, o número 27.
Data: c. 1935 - 45
Dimensões: alt. 7 cm x larg.10 cm
  


Trata-se do modelo nº 27. Infelizmente a imagem e respectiva legenda estão truncadas no Catálogo de loiças decorativas das Fábricas Aleluia. Aveiro, de inícios da década de 40, pelo que não nos é possível saber qual a letra que acompanha o número de forma (modelo) correspondente à decoração.

Poderemos questionar se o caracol da pega pretende representar uma espécie marinha ou terrestre. Note-se que a casca nada tem de realista, pois o espiralado é-nos dado em simetria. Porém, o que importa é que, uma vez mais, é a presença do mar e a sua vida que se apossa da peça, complementada pela geometria das linhas circulares.


 A linearidade do grafismo, o ziguezagueado dado pela repetição dos elemento ornamentais estilizados, assim como as cores planas, apesar de alguma organicidade curvilínea presente ainda nos elementos vegetais remeterem para resquícios Arte Nova, integram este género de objecto no contexto da produção do Art Déco local.

Curioso é que esta permanência do desenho das algas se vai manter no contexto da produção dos anos 50-60.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Cinzeiro 534/A – Aleluia - Aveiro


Cinzeiro de forma tendencialmente poliédrica, com cinco faces de ângulos arredondados dentro da organicidade das freeforms. Na face aberta projecta-se uma gola onde se inscreve o suporte para o cigarro. O interior é aerografado, em esfumado, a castanho-escuro, com o canal para o cigarro pintado à mão da mesma cor embora mais carregada. Exteriormente a superfície foi estampilhada à mão a verde, deixando em reserva bandas sinuosas brancas que foram polvilhadas de pontos a amarelo-torrado. No fundo da base, carimbo preto «Aleluia Aveiro», com «c» pintado à mão, no interior (marca do pintor), sobrepujando «Fabricado Portugal» inscrito num rectângulo. Pintado à mão, a preto, 534/A (modelo e decor).
Data: c. 1955-60
Dimensões: Alt. 9 cm x comp. 11 cm


Cores e decoração remetem a presente peça para a mesma série da taça que postámos em 3 de Novembro de 2013. Embora sem motivos marinhos precisos, o movimento da peça, quer pelo arredondado que a forma de sólido geométrico recebeu, lembrando um seixo rolado, quer pelo sinuoso da decoração, como algas ondulantes, sugere um universo aquático.

sábado, 30 de agosto de 2014

Caixa oitavada art déco com motivo de flores semicirculares - Aleluia - Aveiro


Caixa art déco de faiança moldada e relevada, de cor creme, estampilhada e pintada á mão com motivos geométricos e florais em tons de castanho. Oitavada, as faces menores, côncavas, são decoradas por meias flores estilizadas formadas por semicírculos concêntricos castanho-mel, complementadas por finas hastes curvilíneas e folhas. Nas faces mais largas, a castanho-escuro, sobressaem “contrafortes” embutidos que elevam a caixa e formam os quatro pés, decorados por duas fiadas de rectângulos a castanho-escuro, desalinhadas e unidas a eixo que se destacam sobre a cor creme. No topo da tampa, ao centro, eleva-se uma estrutura cruciforme escalonada em que assenta a pega tronco-piramidal. Espelhos a castanho-escuro e topos a castanho-mel. No fundo da base, dois carimbos a preto «Fábrica Aleluia – Aveiro» e «Fabricado em Portugal» inscrito em rectângulos. Pintado à mão « e, inscrito na pasta, «25».
Data: c. 1930 - 35
Dimensões: Alt. 9 cm x lado 10,6 cm


Trata-se do modelo nº 25 com a decoração E. Não aparece referida no Catálogo de loiças decorativas de inícios da década de 40, onde só encontramos a peça nº 25-A, a primeira da série, que teremos oportunidade de mostrar em breve.


A qualidade do seu design, com um elaborado jogo de volumes, quase que arquitectónico, remete-nos para uma possível filiação estrangeira que ainda não descobrimos. Porém, e como sempre, a Aleluia-Aveiro soube “nacionalizar” as influências externas e a partir delas criar algo de original. A solução dos pés, por exemplo, é particularmente comum em móveis coetâneos que então por cá se fizeram (a título de ilustração veja-se a peça de mobiliário abaixo que, embora redonda e vazada, cumpre o que atrás se referiu). Em ambos os casos, encontramos ecos de um gosto que a arquitectura modernista portuguesa veiculou. Aliás, esta contaminação entre as diferentes artes é uma constante, como temos referido.

domingo, 13 de abril de 2014

Jarra «coração» pequena – Aleluia-Aveiro


Versão miniatura da jarra postada anteriormente. As cores são idênticas apesar do tom de rosa ser mais intenso e mate e o traço a ouro ganhar maior proeminência nos relevos verticais. O interior recebeu um inesperado azul-turquesa mate. No fundo da base, carimbos castanhos «Aleluia Aveiro», com «x» pintado à mão, a ouro, no interior (marca do pintor), sobrepujando «Fabricado Portugal» inscrito num rectângulo. Pintado à mão, a ouro, 540 – F (modelo e decor).
Data: c. 1955
Dimensões: Alt. c. 11 cm



sábado, 12 de abril de 2014

Jarra «coração» grande – Aleluia-Aveiro


Jarra de faiança moldada e relevada, de forma assimétrica orgânica, semelhante a um coração, desenho que assume plenamente de forma estilizada na base. O vidrado rosa-pálido da cor de fundo, recebeu sobre ele pintura de fortes contrastes cromáticos. A superfície é verticalmente definida por uma sequência regular de nervuras rosa-pálido cujo centro, com traço inciso, é realçado a ouro. De permeio, uma composição, quase cinética, onde laranja-forte e preto enquadram o rosa-pálido em reserva. Bocal de recorte ondulado irregular e igualmente assimétrico. O interior recebeu um vidrado nacarado. No fundo da base, carimbos castanhos «Aleluia Aveiro», com «x» pintado à mão no interior (marca do pintor), a preto, sobrepujando «Fabricado Portugal» inscrito num rectângulo. Pintado à mão, a preto, 688.-G (modelo e decor)
Data: c. 1955
Dimensões: Alt. c. 21 cm


O cosmopolitismo das freeforms bem patente nesta produção da sempre surpreendente Aleluia-Aveiro. A paleta cromática do exemplar de hoje, sobretudo o preto e o laranja, é recorrente na produção deste sopro de liberdade criativa que inusitadamente varreu o país cinzento da década de chumbo salazarista.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Caixa esférica art déco - Aleluia - Aveiro


Caixa art déco de faiança moldada, esférica, assente sobre pé muito largo (ligeiramente superior ao diâmetro da esfera), de cor creme com decoração manual estampilhada a preto e castanhos. O bojo da taça é cintado na parte superior por um “xaile” preto ondulado decorado por flores abertas, em castanhos, e debruado numa aguada cinza de onde pendem franjas. Intercala, na parte inferior, com ramagens espiraladas a castanho. Ramagens idênticas repetem-se na tampa, no topo da qual, sobre uma cruz grega a preto, se destaca uma pega esférica com o motivo das flores do bojo. Decoração ondeada a preto e franjada repete-se no pé. No fundo da base, estampilhado a preto, «Aleluia-Aveiro», acompanhado de C pintado à mão também a preto. Inscrito na pasta 23.
Data: c. 1935-40
Dimensões: alt. 12 cm


A forma, um pouco bizarra na desproporção do pé, apresenta o tipo de flores estilizadas e as ramagens espiraladas muito características da art déco da Aleluia-Aveiro, já ilustradas em peças anteriormente aqui postadas, e que são quase que um leitmotiv da sua produção durante o período, para além da paleta cromática de preto e castanhos sobre a cor creme.

Adquirimo-la a um colecionador português, tal como nós fanático por cerâmica. Uma das vantagens de se ter um blogue com estas características são os contactos que se vão estabelecendo com pessoas de iguais interesses, com quem se pode partilhar conhecimentos, ideias e também objectos. Ficamos todos a ganhar.

No Catálogo de loiças decorativas de inícios da década de 40, aparece representado com o nº 23-C. O modelo aparece ainda com outras decorações no mesmo catálogo (nºs 23-I, 23-E e 23-F).